quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Manifestações culturais

Já no começo do Regime Militar (1964-1985), o governo federal se utilizou das mais diversas estratégias de coerção e controle da opinião pública. Os Atos Institucionais e a censura prévia à imprensa foram apenas dois desses mecanismos, amplamente utilizados ao longo de boa parte do período ditatorial no combate aos setores de oposição.
A repressão oficial não impediu, no entanto, que os mais variados grupos sociais tenham se mobilizado em reação aos desmandos dos governos militares. Ao contrário, à medida que as censuras se aprofundavam, os movimentos de resistência se radicalizavam, o que pode ser evidenciado na Passeata dos Cem Mil e no crescimento de grupos subversivos armados.
Em cena, a resistência
O Pasquim (Foto: Reprodução)O Pasquim (Foto: Reprodução)

As mobilizações contra o Regime Militar não se limitaram ao espaço das passeatas e das organizações paramilitares. Os jornais, por exemplo, foram amplamente utilizados como veículo de denúncia dos autoritarismos governamentais. A despeito da censura oficial, publicações como o Pasquim se valeram das “letras” para atacar, quase sempre metaforicamente, tais desmandos.

No teatro, muitas apresentações continham um forte teor revolucionário. Nos palcos do Opinião, Oficina e Arena, espetáculos eram montados em represália ao conservadorismo social e ao limites políticos da época. O CPC (Centro Popular de Cultura), ligado à UNE (União Nacional dos Estudantes), partilhava das ideias de Bertolt Brecht, que entendia o teatro como uma “importante arma de combate político”. Com a outorga do AI-5, muitas companhias de teatro foram extintas, o que não invalidou, porém, a força combativa dessas encenações.
Em relação ao cinema, boa parte das produções era realizada pelos artistas do Cinema Novo. O movimento, que sempre teve nas reflexões sobre a identidade nacional brasileira uma preocupação basilar, possuía agora no engajamento político e na luta pela democracia suas mais importantes inquietações. Concomitantemente, o Cinema Marginal, forjado ainda na década de 60, assumiu a vanguarda cinematográfica no país, possuindo papel fundamental na conscientização política acerca da dura realidade brasileira.
Fonte: http://educacao.globo.com/historia/assunto/ditadura-militar/manifestacoes-culturais.html

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Parceiros!

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

INSCRIÇÕES

  • ·         Inscrições presenciais

    Já começaram e vão até o dia 30 de setembro! Inscreva-se para ser ouvinte e/ou para participar da cultural.
    Local: UNEB Campus V, próximo à cantina. 
    • Inscrições online
    Os interessados devem fazer um depósito identificado na seguinte conta: 
    Beneficiário: ALINE DE SOUZA SANTOS
    Agência: 0950-013
    Conta: 12161-1
    Operação: poupança - Caixa Econômica Federal

    Valores e modalidades:
    Ouvinte: R$ 7,00
    Cultural: R$ 6,00
    Caso queira inscrever-se para ser ouvinte e também participar da cultural, o valor é R$ 12,00 (PACOTE COMPLETO).

    Carga horária geral: 30h
    Minicurso: 5h
    Oficina: 5h

    Obs. Depois o interessado deve enviar o comprovante de depósito juntamente com os seguintes dados: nome completo, RG, telefone e endereço, para o e-mail: iiifestivaldeletras@gmail.com. Insira o nome INSCRIÇÃO no título do e-mail. Não esqueça de especificar no e-mail a modalidade na qual deseja inscrever-se. As modalidades são: ouvinte, cultural e completa. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Pra não dizer que não falei das flores...


Pra Não Dizer que não Falei das Flores, composta em 1968, pelo paraibano Geraldo Vandré, fez com que os militares censurassem a canção por fazer clara referência contrária ao governo ditatorial. O refrão “Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora/ Não espera acontecer” foi considerado um verdadeiro chamado às ruas contra os ditadores.
Além do refrão, a estrofe “Há soldados armados/Amados ou não/Quase todos perdidos/ De armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam/ Uma antiga lição/ De morrer pela pátria/ E viver sem razão” é uma das mais explícitas das produções musicais no momento. Não faz rodeios. Vai direto à crítica aos militares.
O sucesso da canção é atribuído aos mais diversos fatores: a rima de fácil assimilação e que “gruda”; a melodia em forma de hino, o que acaba por se tornar mais uma provocação ao regime; além de retratar os desejos e anseios da geração da época. Ao lado, uma gravação histórica de Vandré cantando a canção no Maracanãzinho, em 1968, que inclui uma severa crítica aos militares no início e uma série de vaias provindas da arquibancada.
Fonte do texto: http://literatortura.com/2014/03/15-melhores-musicas-contra-ditadura-militar-brasileira/1